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quinta-feira, 21 de junho de 2012

As reivindicações dos docentes

Por Yan Cleiton Bergozza (agronomia)

Após a paralisação ocorrida no dia 19 (terça-feira), a Associação dos Docentes Erechim (ADUFFS/Erechim), vinculada à Seção Sindical dos Professores da UFFS (SINDUFFS), realizou ontem (20) uma assembleia de docentes da UFFS, que ocorreu simultaneamente em todos os campi. A pauta era a adesão, ou não, à greve nacional das universidades federais, que já está ocorrendo em mais de 90% destas há cerca de um mês.

Com maioria dos votos, o Campus Erechim (assim como os campi de Cerro Largo e Chapecó) decidiu pela deflagração local da greve nacional.

A SINDUFFS é filiada ao Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES – SN), que conta com uma pauta (nacional) para a greve dos docentes. As principais reivindicações foram divididas em dois eixos:

1º eixo: A) Reajuste salarial. B) Plano de carreira, que segundo o Professor Cássio Cunha Soares, “é o pior plano dos serviços públicos”.

2º eixo: Condições de trabalho. O Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), que teve início em 2008, foi aderido por todas as universidades federais. Porém, a expansão universitária vem sendo desenvolvida sem a estrutura necessária para suportá-la, e sem qualidade.

Para além dessas reivindicações, a SINDUFFS expõe outros pontos de pauta para serem incorporados à mobilização da UFFS: A) Gestão democrática, ou seja, os professores se pronunciam contra a forma que fora apresentado o plano de implantação do curso de medicina em Passo Fundo - sem a aprovação do CONSUNI. B) Reajuste das bolsas para os estudantes. C) Concurso público para cargos hoje terceirizados.

O Caos no Ensino superior público


Por Jéssica Amroginski e Vanessa Luisa Freiberger (Engenharia Ambiental – Erechim)

A greve dos professores federais iniciada no dia 17 de maio está repercutindo em todo o país. O movimento é considerado um dos mais fortes dessa classe nos últimos anos, devido ao grande número de instituições que aderiram à paralisação.

São mais de 50 Instituições Federais que pararam com as suas atividades em todo o país. As reivindicações incluem, de acordo com a página da ANDES, além da reestruturação do plano de carreira, “[...] melhoria nas condições de trabalho e ensino nas instituições, com atendimento das pautas locais; [...] carreira única, mais simples, com 13 níveis e steps definidos, com valorização da titulação e do regime de trabalho, em especial a Dedicação Exclusiva, incorporação das gratificações e paridade entre ativos e aposentados.”

Uma reunião foi marcada para o dia 19 de junho entre o secretário do Trabalho do Ministério do Planejamento e representantes dos professores com a finalidade de debater sobre a greve, porém o encontro foi adiado e a nova data ainda não foi divulgada.

Quem sai prejudicado dessa situação são os estudantes, que na maioria, estão há menos de um mês para o término do semestre, sendo que isso trará atrasos de provas e trabalhos e, consequentemente, afetará o início do próximo semestre. Outra situação que preocupa os estudantes é com o programa SISU, que concentra vagas de universidades que adotam o ENEM como forma de ingresso e abriu as inscrições na última segunda (18). Nesse sentido, a greve pode prejudicar o calendário das universidades e a matrícula dos novos alunos.

Segue abaixo as instituições federais em greve: