Jéssica Amroginski (Engenharia Ambiental)
Aconteceu, no último final de semana (dias 14 e 15), o teste de
nivelamento em língua inglesa (TOEFL ITP) na Universidade Federal da
Fronteira Sul -
campus Erechim. Essa iniciativa do Governo
Federal por meio do Programa Inglês sem Fronteiras (IsF), Ministério da
Educação (MEC), Secretaria de Ensino Superior (SESu) e da Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) possibilita aos
alunos de Ensino Superior demonstrar sua proficiência na língua inglesa.
O teste é aplicado gratuitamente para os alunos da graduação,
mestrado e doutorado das Instituições Federais de Ensino Superior. De
acordo com o resultado da prova, o aluno é classificado como proficiente
em língua inglesa e pode usar sua nota para participar do Programa
Ciência sem Fronteiras e realizar intercâmbio no exterior.
No
campus de Erechim, foi a primeira aplicação do exame. Alunos de diversos
cursos realizaram a prova para verificar seus conhecimentos. “O TOEFL
foi uma experiência muito significativa, pois além de ser utilizado para
a seleção de bolsistas no programa Ciência sem Fronteiras, serviu como
uma avaliação própria sobre meu conhecimento da língua inglesa” diz a
acadêmica do curso de Engenharia Ambiental Emanuele Salvi.
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| Imagem: alunos UFFS-Erechim durante a prova do TOEFL |
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| Imagem: alunos UFFS-Erechim durante a prova do TOEFL |
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| Imagem: alunos UFFS-Erechim durante a prova do TOEFL |
Em entrevista ao Comunica, o acadêmico Eliel Bianchi, que cursa
Engenharia Ambiental falou sobre o teste e sobre a bolsa que conseguiu
nos Estados Unidos. A previsão é que ele vá para o exterior no segundo
semestre de 2014:
“Fiz
o TOEFL ITP em duas oportunidades, um na metade e outro no fim de 2013,
pois era requisito para o programa Ciência Sem Fronteiras. O teste tem
durabilidade 1 hora e 55 minutos separados em 3 áreas: listening (50 questões), structure (40 questões) e reading
(50 questões). Ao todo são 140 questões e devido à duração da prova, é
um pouco corrido, gerando dificuldade até mesmo para quem possui um bom
conhecimento em inglês. Fiz meu primeiro teste com poucos meses de curso
particular de inglês e como era meu primeiro contato com a prova acabei
sentindo mais dificuldade, principalmente no listening e no structure.
Infelizmente, não consegui a nota necessária na primeira vez e acabei
sendo desclassificado do edital para os Estados Unidos. Então, quando
abriu novo edital para os EUA, me inscrevi novamente e com mais alguns
meses de curso, e por já conhecer a prova, achei menos complicado.
Consegui, então, a nota necessária para a bolsa de 'graduação-sanduíche'
de 1 ano, mas com a ressalva de ter ficado ainda abaixo da fluência,
terei que ir 6 meses antes para fazer um curso intensivo de inglês".
"Quanto
ao meu processo seletivo recebi um e-mail semana passada informando-me
que fui selecionado e que até o fim do mês receberei a indicação da
universidade americana em que eu farei meu curso de inglês e
posteriormente o curso de graduação. Após os primeiros 6 meses de curso
de idioma, terei que prestar novo exame, o TOEFL IBT, que difere um
pouco do ITP. Acredito que esta é uma oportunidade única e que tem sido
barrada devido ao pouco conhecimento da língua inglesa entre os
acadêmicos brasileiros. Por isso, o Governo está realizando testes com
todos os estudantes das instituições federais brasileiras para
identificar melhor o problema.”
O
programa IsF prevê a oferta de cursos presenciais de inglês nas
universidades credenciadas. Porém, de acordo com o que consta no site do
Ministério da Educação, a UFFS ainda não está na lista dessas
instituições.