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domingo, 7 de junho de 2015

Acadêmicos de Agronomia apresentam trabalho em congresso na cidade de Fortaleza

Jéssica Amroginski – Engenharia Ambiental


Alguns estudantes da sétima e nona fases de Agronomia da UFFS- Campus Erechim, participaram e apresentaram seus trabalhos no XXV Congresso Brasileiro de Zootecnia – ZOOTEC 2015, que foi realizado em Fortaleza, no estado do Ceará, entre os dias 27 a 29 de maio.

Professor e estudantes no evento em Fortaleza-CE

Professores e estudantes no evento em Fortaleza-CE


O evento objetivou ampliar as discussões a respeito do zootecnista, abordando como tema central as dimensões tecnológicas e sociais da Zootecnia, que é uma área muito importante, pois gera tecnologia e a adapta para ser utilizada em pequenas propriedades familiares, contribuindo na inserção social dessas pessoas.

Foram apresentados diversos trabalhos na versão de pôster, que são desenvolvidos pelos estudantes no campus de Erechim. Abaixo seguem os títulos dos trabalhos apresentados e o nome dos acadêmicos que desenvolvem a pesquisa:

Avaliação de bem estar de bovinos de leite da região do Alto Uruguai gaúcho. Acadêmica: Mônica Chilanti

Composição químico-física e microbiológica do leite nas estações do outono e inverno. Acadêmica: Márcia Maria Oziemblowski

Qualidade do leite in natura de produtores de Aratiba-RS; 
Acadêmica: Márcia Maria Oziemblowski

Avaliação do bem-estar de bovinos de leite na microrregião de Erechim-RS: princípios de boa saúde.
Acadêmica: Aline Fachin Martíni

Avaliação do bem-estar de bovinos de leite na microrregião de Erechim-RS: princípios de comportamento apropriado
Acadêmica: Aline Fachin Martíni

Peso predito a partir de equações de regressões sobre as medidas biométricas de ovinos da raça Poll Dorset.
Acadêmico: Samuel de Paula

Correlações entre medidas biométricas e peso corporal de ovinos da raça Poll Dorset.
Acadêmico: Samuel de Paula

Os participantes receberam prêmio de Menção Honrosa na área de Ensino e Extensão pela pesquisa “Estado qualitativo do leite entregue à cooperativa de Aratiba/RS”, que tem como primeiro autor o estudante Fábio Luis Winter.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Viagem de estudos leva acadêmicos da UFFS-Erechim a São Paulo

Natani Macagnan (Engenharia Ambiental)


Nos dias 28, 29 e 30 de maio, os acadêmicos de Agronomia fizeram uma viagem técnica referente às disciplinas de Floricultura e Paisagismo e Construções Rurais. 57 futuros agrônomos foram acompanhados pelos professores Hugo von Linsingen Piazzetta e Nerandi Luiz Camerini. O objetivo desse tipo de viagem é observar na prática como são aplicados os conhecimentos teóricos trabalhados em sala de aula.

Os alunos visitaram, no dia 28, a Cooperativa Veilling, em Holambra - São Paulo. Segundo Piazzeta, pode-se visualizar o processo de comercialização de flores, na maior cooperativa do segmento no nosso país. O comércio dessa empresa se baseia em leilões de flores e plantas ornamentais. 

Imagem: a turma na Cooperativa Veilling em Holambra – SP. Foto: Hugo von Linsingen Piazzetta
Imagem: Cooperativa Veilling em Holambra – SP. Foto: Hugo von Linsingen Piazzetta
Imagem:Cooperativa Veilling em Holambra – SP. Foto: Hugo von Linsingen Piazzetta

Ainda no dia 28, outro lugar visitado foi a 21ª Hortitec. Segundo Piazzetta, este é o local em que são apresentadas as novas “tecnologias que envolvem o sistema de produção de hortícolas, como estufas, sistemas de irrigação, vasos e bandejas, sistemas de hidroponia, além de insumos para este segmento agrícola como: substratos, sementes, defensivos e fertilizantes”.

Imagem: 21ª Hortitec. Foto: Hugo von Linsingen Piazzetta
Imagem: 21ª Hortitec. Foto: Hugo von Linsingen Piazzetta

No dia 29, a visitação aconteceu no Mercado de Flores (CEASA) – Campinas, local em que os acadêmicos assistiram a uma palestra sobre a comercialização de flores e ainda visitaram as instalações da empresa.


No último dia da viagem, o grupo fez a visita no estado do Paraná, na Cooperativa Castrolanda, que trabalha no segmento leiteiro. Observaram o sistema de produção em confinamento total - tipo FreeStall (sistema em que os animais com alto potencial produtivo ficam confinados o ano todo e recebem alimento de boa qualidade, para que possam aumentar a produção leiteira).

Imagem: Castrolanda. Foto: Hugo von Linsingen Piazzetta

Imagem:  Castrolanda. Foto: Hugo von Linsingen Piazzetta
Imagem: acadêmicos na Castrolanda. Foto: Hugo von Linsingen Piazzetta

Depois de todo o conhecimento adquirido, o grupo retornou a cidade de Erechim cheio de novas ideias e compreendendo melhor as informações que tinham sido obtidas em sala de aula.


quarta-feira, 7 de maio de 2014

Acadêmicos de Agronomia da UFFS fazem viagem de estudos

                                                                           Natani Macagnan (Engenharia Ambiental)

Nos dias 05 e 06 de maio, acadêmicos da terceira fase do curso de Agronomia realizaram uma viagem de estudos referente à disciplina de Geomorfologia, em que puderam ver na prática assuntos trabalhados em sala de aula. Os estudantes foram acompanhados pelo professor Alfredo Castamann, que ministra as aulas da disciplina.

Imagem: os alunos de Agronomia iniciam viagem. Fonte: Luan Paulo Macagnan

As primeiras paradas foram na estrada para observar a mudança na paisagem do interior do estado do Rio Grande do Sul. Os acadêmicos visitaram também uma pedreira instalada na cidade de Soledade, local em que os alunos puderam observar as rochas basálticas (riolito), aspectos pedológicos (que se referem ao estudo do solo, como tipos de solo, características de fertilidade, profundidade, disponibilidade de água), geomorfológicos (estudo das formas da superfície terrestre) e os horizontes do solo (perfis verticais do solo ou camadas do solo). 

Imagem: Agronomia em Guaritas. Fonte: Andrius Scolari.

Ainda no dia 05, o grupo visitou a Mineração Mônego, localizada na cidade de São Sepé, visando compreender o processo de formação de rochas calcárias e a produção mineral. o segundo dia de viagem, os alunos visitaram as Guaritas, que ficam próximas a cidade de Caçapava do Sul, com o intuito de visualizar as formações de rochas sedimentares. O lugar é formado por rochas modificadas pelos fenômenos naturais e impressiona pelas belas paisagens. A última parada foi em Santa Maria para observação do processo de intemperização das rochas que compõe as margens do Rio Vacacaí. 


Imagem: a turma de Agronomia na Mineração. Fonte: Andrius Scolari.

Depois da última parada, os acadêmicos retornaram a cidade de Erechim.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

A UFFS pelo mundo

Acadêmicos do campus Erechim que estão fazendo intercâmbio no exterior contam ao Comunica como está sendo essa experiência


Jéssica Amroginski (Engenharia Ambiental)


O programa Ciência sem Fronteiras, iniciativa de diversos órgãos do governo federal, prevê a concessão de até 101 mil bolsas em quatro anos para promover intercâmbio, permitindo que alunos da graduação e pós-graduação façam estágio no exterior com a finalidade de manter contato com sistemas educacionais competitivos em relação à tecnologia e inovação.


Alunos de diferentes cursos da UFFS já foram contemplados com essas bolsas do programa federal e estão estudando no exterior. O Comunica entrou em contato com alguns desses estudantes, do campus Erechim,  para que eles pudessem compartilhar um pouco mais sobre a experiência que estão tendo e como é a Universidade onde estão estudando. Eis os depoimentos de três deles:



Jhonatan Paulo Barro
Acadêmico do Curso de Agronomia da UFFS
Cidade em que está morando: Manhattan, estado do Kansas
Universidade atual: Kansas State University 


Imagem:  Universidade de Kansas. Fonte: arquivo pessoal.


A universidade possui uma estrutura espetacular. A biblioteca é enorme, possui salas para estudos, scanners e copiadoras a R$ 0,10, além de internet e inúmeros computadores. Os laboratórios, ainda não conheço muito, apenas o do curso de inglês: é ótimo, fornece computadores, fones, quadros interativos e uma estrutura moderna, com muito conforto. Os prédios tem uma arquitetura antiga mas são confortáveis e acessíveis. Enfim, é uma estrutura muito melhor das universidades que eu vi no Brasil. Quanto à moradia: eu estou morando com mais 7 brasileiros em um apartamento em um condomínio chamado “Jardines Apartaments”. É muito bonito, fica perto da academia (outra estrutura invejável da universidade a qual podemos usufruir de graça pois está inclusa em nosso plano aqui), do estádio de futebol, do ginásio do basquete, e fica dentro do campus. Os apartamentos são mobiliados e bem confortáveis. Quanto à alimentação, temos opções de 2 restaurantes aqui que possuem uma boa estrutura também. Dentro desses restaurantes temos opções de comida chinesa, italiana, fast food, mexicana e americana clássica (normal). Sem dúvida, essa experiência está sendo ótima. Já conheci muitas pessoas de países diferentes, estou fazendo cada vez mais novas amizades, conhecendo novas culturas, aprendendo coisas novas, no curso de inglês ou até mesmo na minha área de estudo (Agronomia), conversando com colegas de graduação na área e até mesmo com outras pessoas que estão aqui fazendo mestrado e doutorado. Com isso, estou muito animado para terminar bem esse intensivo de inglês para, no próximo semestre, continuar fazendo inglês e uma matéria da graduação de Agronomia. (Essa semana tivemos uma reunião onde esclareceram como vai ser no próximo semestre e, no meu caso, farei mais um semestre de inglês e uma matéria da graduação em Agronomia - faremos matrícula em novembro). Além disso, a cidade é muito bonita e tem praticamente tem tudo que precisamos - apesar de ser uma cidade pequena com cerca de 60 a 70 mil habitantes, incluindo alunos. As pessoas são muito amigáveis e estão sempre dispostas a ajudar. 

Imagem: o acadêmico Jhonatan em sua nova casa. Fonte: arquivo pessoal.

Leonardo ChechiAcadêmico do Curso de Agronomia da UFFS
Cidade em que está morando: Normal, Estado: Illinois
Universidade atual: Illinois State University

Imagem: Universidade de Illinois. Fonte: arquivo pessoal.

A universidade tem cerca de 20 000 estudantes. A maior diferença em relação ao Brasil, na minha opinião, é a carga horária dos cursos. Aqui os cursos tem duração de 4 anos, com uma média 15 a 20 créditos por semestre. Existem diversos tipos de moradia; eu moro em um prédio (18 andares) com quartos para duas pessoas e banheiros coletivos. O restaurante da Universidade oferece variados tipos de comida. Outra diferença importante é em relação aos custos: mesmo sendo uma Universidade pública, ela tem que ser paga e os planos de alimentação e moradia não são nem um pouco baratos, assim como os custos para estudar.

Com o programa Ciência sem Fronteiras estou tendo uma grande oportunidade de conhecer uma cultura diferente e aperfeiçoar meu inglês. Acredito que isto seja muito importante não só para minha vida profissional, mas também para minha vida pessoal, pois já passei por muitas dificuldades aqui, uma vez que quando cheguei aqui não tinha muitos conhecimentos em Inglês. A maior dificuldade para mim é conviver longe da minha família, namorada e amigos. Espero que essa experiência me ajude a encarar com mais facilidade os desafios não só da minha profissão, como também na minha vida e se possível poder retribuir de alguma forma ao Brasil, uma vez que o país está arcando com os custos do programa. 

Imagem: o acadêmico Leonardo pela cidade nova. Fonte: arquivo pessoal.


Andrei SignorAcadêmico do Curso de Arquitetura e Urbanismo da UFFS
Cidade em que está morando: Melbourne ( Capital do Estado da Victoria- Austrália)
Universidade atual: Deakin University 

Imagem: a Universidade de Melbourne. Fonte: arquivo pessoal.

Por enquanto, estou estudando apenas Inglês, mas em março iniciam minhas aulas na faculdade de Arquitetura. As aulas em geral parecem ser parecidas com o Brasil. A diferença é que em geral os períodos são mais curtos e as turmas são menores (elas funcionam mais como orientação, e os alunos tem mais tempo para estudar em casa). A universidade nos oferece uma estrutura de excelente qualidade em relação aos ambientes de estudo e uso de tecnologias. Temos seguro saúde funcionando dentro da universidade também, e diversos espaços de convivência. Quanto à moradia, você pode escolher em dividir aluguel ou morar em casa de família; eu divido aluguel, porque além de garantir maior privacidade, é mais barato e divertido. Moro com pessoas da Índia e do Sri Lanka, isso é muito bacana do ponto de vista do aprendizado cultural e mesmo do idioma. A Universidade me ajudou com todo o processo de procura por moradia, inclusive ligando para os donos das casas, pesquisando preços e marcando horários de visitações. 

A experiência está sendo única, tudo aqui é um aprendizado constante, desde o idioma, os estudos e a convivência com as pessoas. Melbourne é uma cidade linda, não me canso de admirá-la, em termos de arquitetura há muitas coisas para ver e aprender a todo o momento. Conhecer pessoas e fazer amizades também é fascinante, somos sempre convidados a conhecer novas culturas e aprender a conviver com hábitos diferenciados.

Imagem: o acadêmico Andrei pela cidade nova. Fonte: arquivo pessoal.

Para os interessados, o Comunica lembra que o Ciência Sem Fronteiras está com novos editais abertos.




quarta-feira, 31 de julho de 2013

Turma de Agronomia em aula “alternativa”

Acadêmicos do curso de Agronomia participam de curso de Permacultura, Práticas de Agricultura Orgânica e Biodinâmica


 Por Yan Cleiton Bergozza (Agronomia/Erechim) 
 
A rotina acadêmica da disciplina de Agroecologia I estava baseada, praticamente, em estudos de materiais acadêmico-científicos e nas discussões resultantes dos artigos. Porém, na última sexta feira (26-07), para transcender a metodologia de ensino em sala de aula, os alunos passaram o dia na Casa do França - oficina de permacultura em Erechim -, em um curso focado em técnicas de agricultura orgânica, agricultura biodinâmica e bioconstruções (permacultura).

Na parte da manhã, os acadêmicos conheceram o sítio e foram apresentados ao embasamento teórico necessário para posteriormente iniciarem as práticas. De início, Diego França (ministrante do curso) falou sobre hortas Mandalas, que tem formato circular, sobre algumas técnicas para a confecção desta e sobre o preparo do composto orgânico a ser utilizado. Ainda pela manhã, os alunos aprenderam a fazer amarração de bambus para a construção de estruturas. E, após o almoço, os estudantes construíram a estrutura geodésica de frequência I (foto 1), utilizada para cobrir hortas ou espirais de ervas.

Foto 1 - Estrutura geodésica de frequência

Em sequência às atividades, iniciou-se a apresentação sobre agricultura biodinâmica – fundamentada teoricamente, e principalmente, por Rudolf Steiner no início do século XX. Após conhecer algumas particularidades desta corrente da agricultura, os estudantes realizaram a prática de produção de um composto biodinâmico (fotos 2 e 3). Para finalizar o curso, foi realizada a prática de bioconstrução, ou seja, os estudantes em conjunto com o ministrante prepararam um material orgânico com terra, água, areia e palha para compor uma parede de Pau a pique (foto 4).

Foto 2 - Composto biodinâmico
Foto 3 - Composto biodinâmico
Foto 4 - Prática de bioconstrução

Para o biólogo, permacultor e agricultor biodinâmico Diego França, “As práticas de campo são fundamentais para o bom aprendizado dos acadêmicos; tendo em vista que a maior parte das técnicas utilizadas no sítio foi resgatada de antigas tradições, as quais são consideradas ultrapassadas nos dias de hoje, devido à velocidade do progresso. O futuro está no passado”.

Essa atividade, portanto, contribuiu para o aprendizado dos estudantes da disciplina de Agroecologia I, mostrando a importância de aliar os conhecimentos tradicionais e populares com a ciência. Além disso, afirma a importância da inserção de componente prático em algumas disciplinas.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

III Encontro Regional de Agroecologia – Sul em Erechim

Yan Cleiton Bergozza (Agronomia/Erechim)


O último “feriadão” - dias 30 e 31 de maio e 1 e 2 de junho - de diversos acadêmicos de universidades federais do Sul do Brasil, foi destinado a participação no III Encontro Regional de Agroecologia – Sul (III ERA-Sul), ocorrido no Colégio Agrícola Estadual Emílio Grando em Erechim.

O evento, organizado por universitários da UFFS que fazem parte da Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB), uniu estudantes de diversos cursos da UFFS, justificando o caráter interdisciplinar do evento. O encontro contou com aproximadamente 250 estudantes advindos das Instituições de Ensino: Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC; Universidade Federal do Paraná - UFPR, Campus Curitiba e Litoral; Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS; Universidade Federal da Fronteira Sul – UFFS, Campus Erechim, Cerro Largo e Laranjeiras do Sul; Universidade Federal de Santa Maria – UFSM, Campus Santa Maria e Frederico Westphalen e Universidade Federal de Pelotas – UFPEL. Além disso, também participaram agricultores, profissionais técnicos e professores.

No primeiro dia (30 de maio), aconteceu a abertura oficial do evento. E, posteriormente, iniciou-se o Painel Principal 1, Agroecologia: contraponto ao modelo atual, cujo objetivo foi contrapor a Agroecologia ao modelo convencional predominante de agricultura, bem como debater sobre os desafios da assistência técnica e extensão rural para modelos de agricultura baseados na Agroecologia.

O Painel Principal 2, no dia seguinte (31 de maio) pela manhã, teve como foco o diálogo sobre Juventude Rural. Neste, foram propostas soluções para a permanência do jovem no campo e foram discutidas questões sobre as políticas públicas de desenvolvimento rural e de que forma os incentivos contribuem - efetivamente - para a sucessão familiar. À tarde foi destinada para oficinas e vivências: Produção de morangos orgânicos; Agrofloresta com laranjeiras; Aquecedor solar comercial; Cromatografia; Agricultura biodinâmica e bioconstrução e Produção Agroecológica Integrada e Sustentável.

O terceiro dia de Encontro - sábado (1 de junho) - “acordou” mais agitado. No início da manhã, os participantes foram destinados para o centro de Erechim com o objetivo de realizar um diálogo com a sociedade – mesmo com o tempo chuvoso. O diálogo ocorreu na Feira Ecológica do bairro São Cristovão, na feira da Cooperativa Nossa Terra. Depois disso, os encontristas realizaram um manifesto (veja algumas fotos abaixo) em frente ao Mc Donald’s em defesa da Soberania Alimentar e também em crítica às propagandas enganosas realizadas pelas empresas “Fast Food” em geral. Já no período da tarde, aconteceram três mesas redondas tratando dos temas: Experiências de cooperativas e de agricultores; Diálogo com o Movimento das Mulheres Camponesas; Histórico da Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB).


Manifestação em defesa da Soberania Alimentar. (Foto: arquivo pessoal)




Finalizando o III ERA-Sul, o quarto dia (2 de junho) foi destinado para o Painel Principal 3: Universidade Popular, que foi ministrado pelo vice reitor da UFFS, Antônio Inácio Andrioli e pelo membro da Coordenação Nacional da FEAB – gestão 2012/2013 Cruz das Almas, Bahia -, Jefferson Duarte Brandão.
Painel III. Antônio I. Na mesa, da esquerda para a direita: Andrioli e Jefferson Brandão. (Foto: arquivo pessoal)

Parafraseando um post antigo (Clique aqui para ver o texto) que informava que o III ERA-Sul seria sediado em Erechim, conclui-se: “Encontros como esses, de estudantes, justificam que a formação profissional dos acadêmicos não acontece somente através de aulas, dentro na universidade. ‘Se iremos trabalhar com, e para a sociedade, nada melhor do que estudar e agir junto com ela.”

Como mensagem final do encontro, entendendo que como estudantes temos muito o que apreender, mas também muito a construir socialmente: "Jovens, não criem barreiras, apenas quebrem as que já existem na sociedade". (Micael M. Dutra, acadêmico de Agronomia da UFFS/Erechim).

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Agroecologia em foco: VI Seminário Estadual de Agroecologia – Pinhalzinho/SC

Yan Cleiton Bergozza (Agronomia/Erechim)

Aproximadamente 80 estudantes de Agronomia da Universidade Federal da Fronteira Sul, Campus Erechim, participaram do 6º Seminário Estadual de Agroecologia (SEA), realizado no parque da EFACIP, em Pinhalzinho/SC, nos dias 23 e 24 de maio de 2013. O público participante era principalmente formado de agricultores, estudantes, técnicos e professores. Segundo a coordenação do evento, 2500 pessoas passaram pelo local nos dois dias, sendo que no primeiro dia as inscrições ultrapassaram o número de 1700, superando as expectativas.

Imagem: abertura do evento/ Fonte: arquivo pessoal

A programação contou com palestras, mesas-redondas e oficinas. Após a abertura oficial do VI SEA, o diretor técnico, Gervásio Paulus (Emater – RS), ministrou uma palestra intitulada de Agroecologia e os Desafios para Assistência Técnica e Extensão Rural, expondo os eixos principais da discussão e questionando a formação e a capacidade dos profissionais que estão trabalhando com assistência técnica aos produtores rurais, bem como o papel da ciência na agroecologia.

Houve duas mesas-redondas. A primeira, Agroecologia e Soberania Alimentar: Ameaças dos Transgênicos e Agrotóxicos, foi coordenada pelo professor Antônio Inácio Andrioli (Universidade Federal da Fronteira Sul) e contou com Leonardo Melgarejo (Representante do MDA na Comissão Nacional Técnica de Biossegurança), com o Professor Rubens Nodari (Universidade Federal de Santa Catarina), e com Eduardo Amaral Borges (Conselho Nacional de Segurança Alimentar – Consea); a segunda, Desafios da Certificação Orgânica e Agroecológica, teve como coordenador Natal João Magnanti do Centro Vianei e como participantes Eduardo Amaral do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) e Laercio Meireles da Rede Ecovida de Agroecologia/Centro Ecológico – RS.

O segundo dia de seminário ofereceu aos participantes a oportunidade de conhecer algumas práticas e conhecimentos que fazem parte do enfoque agroecológico, através de oficinas sobre: Plantas Medicinais; Agroecologia e Juventude; Sementes crioulas; Manejo de Água e Solo; Certificação Participativa; Reaproveitamento de alimentos; Agroecologia e Comercialização; Horticultura/ fruticultura; Produção de leite a base de pasto; Bioconstrução.

Além da feira, das discussões, das palestras e das oficinas que aconteceram no VI Seminário Estadual de Agroecologia, o público contou com apresentações musicais de Pedro Pinheiro durante os dois dias. Na quinta à noite, os cantores Pedro Munhoz e Cícero do Crato fizeram uma bela apresentação musical/poética. Para finalizar a noite cultural, apresentou-se o grupo Chama Nativa.

Para os estudantes de um curso com enfoque na Agroecologia – e não somente deste curso específico -, é de extrema importância ultrapassar os limites existentes na academia, para buscar uma complementação na formação profissional, tendo em vista a importância do contato com a realidade social em que estamos inseridos - para além da universidade.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Plenária Nacional de Entidades de Base da Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil

Por Yan Cleiton Bergozza  (Agronomia)

O feriado de páscoa foi de diálogo para os estudantes que participaram da Plenária Nacional de Entidades de Base (PNEB), em Matinhos-PR, na Universidade Federal do Paraná – campus litoral. Os estudantes de agronomia da UFFS Erechim, João Daniel W. Foschiera e Yan C. Bergozza, participaram da atividade.

Imagem: espaço de debates. Fonte: arquivo pessoal.

A plenária teve como objetivo, principalmente, a discussão acerca das “bandeiras de luta” da FEAB (Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil) e a socialização das diferentes atividades que estão sendo desenvolvidas pelos estudantes da Federação em cada região do país. Também foram construídas deliberações para as próximas tarefas a serem desempenhadas. 

Imagem: símbolos das entidades participantes da Plenária. Fonte: arquivo pessoal.

No espaço destinado à discussão das oito bandeiras, foram discutidos os temas: Universidade; Educação; Juventude, Valores, Cultura, Raça e Etnia; Agroecologia; Movimentos Sociais Populares; Ciência e Tecnologia; Gênero e Sexualidade; Relações Internacionais. Posteriormente, foram apresentados e discutidos elementos históricos da Confederação Caribenha e Latino-Americana de Estudantes de Agronomia – CONCLAEA, na qual a FEAB se insere. Em outro momento, os estudantes da UENF (Universidade Estadual do Norte Fluminense), que compõem a Comissão Organizadora do 56º Congresso Nacional dos Estudantes de Agronomia do Brasil (CONEA), falaram sobre o andamento da construção do evento. 

A PNEB é uma das atividades desenvolvidas, dentre muitas, pela Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB). Os espaços, no geral, organizados pela Federação, se justificam pelo simples fato de estarem trabalhando em prol de interesses sociais relacionados à educação, à universidade e pelos outros assuntos que perpassam a academia. Assim, a organização estudantil efetiva a importância da atuação social dos sujeitos que constituem a universidade, através das discussões de temas relativos à sociedade e aos espaços de construção de conhecimento e de formação profissional. 

Como avaliação geral da Plenária Nacional de Entidades de Base, pode-se dizer que houve debates construtivos, considerando cada tema que foi alvo de discussão.

Imagem: estudantes da UFFS  e de outras IES na Plenária. Fonte: arquivo pessoal.

Para obter maiores informações e definições sobre os espaços de discussão da PNEB, acessar este LINK, onde está disponível a convocatória do encontro. 
Para conhecer mais sobre o evento e a entidade, é só consultar o  blog da FEAB  e/ou o blog do 56º CONEA



terça-feira, 25 de outubro de 2011

Pós-Colheita agrícola é tema de pesquisa na UFFS

Por Jéssica Amroginski (Engenharia Ambiental) 


Mais um projeto de pesquisa está sendo desenvolvido no campus Erechim. O trabalho é coordenado pelos professores Lauri Radünz e Altemir Mossi. O tema pesquisado é "pós-colheita". De acordo com um dos coordenadores, pós-colheita é a área de armazenagem de grãos e tem a função de evitar a flutuação de preços e de ofertas de produtos. Armazenagem é a guarda de produtos de origem vegetal, visando a evitar ao máximo maiores perdas quantitativas e qualitativas. O projeto de Iniciação Científica começou as atividades em agosto de 2011 e estende-se até julho de 2012. 

Um dos coordenadores, o professor Lauri Radünz, respondeu a algumas questões pertinentes ao projeto, para ressaltar o que impulsionou a realização dessa pesquisa e também quais são os seus objetivos. 


Comunica: Qual foi o motivo que levou à criação desse projeto? 

Lauri Radünz: O motivo da criação do projeto é o fato de que as perdas ocasionadas por insetos e pragas na armazenagem de grãos são bastante significativas e, segundo alguns autores, pode chegar a 10 % de toda a produção; essa perda reflete-se na qualidade e quantidade do produto. Uma estimativa baseada nessa perda é que cada 1% de perda está na ordem de R$ 50 milhões em prejuízos. 

Comunica: Quais são os objetivos com a realização desse trabalho? 

Lauri Radünz: Os objetivos principais  podem ser divididos em dois: o primeiro é reduzir a perda de grãos causadas por insetos através de controle com produtos bioativos, que são nada mais que produtos provenientes de plantas em geral e podem ser utilizados também para produtos orgânicos. O segundo objetivo é obter novos métodos de controle dessas pragas, além dos químicos que existem atualmente, evitando a contaminação dos produtos com resíduos de agrotóxicos. 

Comunica: Como estão sendo organizadas as pesquisas? Já existem testes em andamento com os produtos bioativos? 

Lauri Radünz: As atividades do projeto baseiam-se em encontros semanais para estudar trabalhos envolvidos com essa temática. São feitas leituras e debate de artigos científicos e de demais assuntos pertinentes. Já foram realizadas coletas e preparo das plantas, extraindo seus princípios ativos, porém ainda não foram realizados testes de controle de pragas com os compostos bioativos, essas atividades estão previstas no decorrer das pesquisas. 

O projeto, como já afirmado, continua em andamento e conta com a participação de quatro alunos bolsistas, dois da FAPERGS e dois do CNPQ, e mais dois alunos voluntários, todos acadêmicos do curso de Agronomia.

domingo, 11 de setembro de 2011

Expointer: oportunidades para o curso de Agronomia

Por Darline Balen (Engenharia Ambiental e Energias Renováveis/Erechim)

Os alunos do curso de Agronomia 2010 e 2011 da UFFS-Erechim participaram da 34ª Expointer, na segunda-feira, 29 de agosto. Participaram da viagem em torno de 40 alunos, com o objetivo de fazer uma visita técnica e de conhecimento. Os professores Gismael Perin e Fernando Reimann Skonieski acompanharam a turma.

Alunos UFFS-Erechim na Feira

A feira teve sua abertura oficial no dia 27 de agosto e terminou no dia 4 de setembro. Este ano, o tema da feira foi “Qualidade e Inovação para o Rio Grande Crescer”.

A Expointer é uma feira agropecuária realizada no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, RS. Essa feira tem destaque nacional e já é considerada a maior feira de exposição de animais da América Latina.



Segundo a Secretária da Agricultura e Abastecimento de Esteio, a primeira feira foi realizada em 1901, no Parque da Redenção em Porto Alegre. Naquela época era apenas uma exposição estadual, porém, já havia sido considerada um evento de sucesso. A Expointer (Exposição Internacional de Animais) só recebeu esse nome em 1972, quando ocorreu a oficialização de participações internacionais.

Neste ano, a Expointer contou com a inscrição de 5.986 animais, 358 a mais do que no ano passado, sendo 851 de outros estados do Brasil e 13 de outros países. A Expointer, além de ter a maior exposição de animais da América Latina, também é reconhecida pela grande exposição de maquinários. (Fonte: www.paginarural.com.br)



Além das exposições, a Expointer proporciona diversas atividades como: leilões, provas, concursos, julgamentos, shows, seminários, palestras, worshops, entre outros, proporcionando, desta forma, interação e trocas de conhecimentos. Ainda é possível realizar estágios na Expointer, o que pode ser uma oportunidade para os acadêmicos do curso de Agronomia nas próximas edições do evento.

Para um curso de Agronomia é de grande valia a participação em um evento como a Expointer. É uma forma de tirar dúvidas com pessoas que lidam diariamente com o agronegócio, inclusive de outros países, visto que, no Pavilhão Internacional, sete delegações estavam representando os países da Alemanha, Argentina, Canadá, Chile, Equador, Peru e Uruguai.