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quinta-feira, 11 de julho de 2013

Paralisação em Erechim

Por Yan Cleiton Bergozza (Agronomia / Erechim)

A partir da assembleia geral realizada ontem, 10 de Julho, por docentes, técnicos e representantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE), foi deliberada a paralisação das atividades da UFFS no dia de hoje (11 de julho), em apoio ao Dia Nacional das Mobilizações (convocado pelas centrais sindicais).

As atividades de mobilização iniciaram antes mesmo de o sol nascer, às 5h, com a ação direta organizada pelo Bloco de Lutas Populares de Erechim, impedindo os ônibus da empresa Gaurama de saírem da garagem.

A seguir, segue o cronograma de mobilização informado pelo SINDUFFS, ADUFFS e TA para o dia de hoje:
8h30min – ato dos professores da rede estadual chamado pelo 15° Núcleo do CEPERS na praça da Bandeira

9h – concentração para o ato do Bloco de Luta Popular de Erechim no CTG Galpão Campeiro.

15h – Plenária dos trabalhadores da educação e estudantes no auditório da UFFS para discutir as pautas da educação (participação de representantes do CEPERS)

18h – Debate e reflexão com a comunidade universitária sobre as mobilizações que vem acontecendo no país, em frente à cantina.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Paralisação dos discentes: movimento legítimo?

Comunica/Erechim


Como forma de apoio as reivindicações dos docentes da UFFS, alguns discentes, entre os dias 15, 18 e 19 do mês de junho, paralisaram suas atividades. Os alunos questionam, segundo consta em uma ata de Assembleia feita pelo DCE, no dia 14 de junho de 2012, “a forma autoritária que o Campus de Passo Fundo e o curso de Medicina será implantado” e sobre a “falta de estrutura da universidade e professores.” A acadêmica Leidiane Aparecida da Cruz, do curso Ciências Sociais, afirma que “nenhum de nós é contra a extensão de ensino, mas com qualidade, não quantidade. Não estamos discutindo o local, mas porque a universidade não consultou o campo acadêmico sobre essa decisão.” André Tonet Ponciano, acadêmico do curso de Geografia, afirma que “Passo Fundo merece o Campus, mas que a forma como essa decisão foi tomada é extremamente autoritária com usurpação do direito de democracia. Temos que melhorar nossa estrutura, nossos professores, melhorar o que já está em andamento”. 
 
Manifestação estudantil. Fonte: http://www.facebook.com/dceuffs.erechim

Essas reivindicações são pertinentes, assim como as reivindicações dos professores. Cabe ressaltar que nem todas as turmas da UFFS aderiram à paralisação, como a Filosofia/2010 e Ciências Sociais/2010. Além disso, no segundo dia, alguns alunos estavam fazendo a manifestação e algumas turmas tiveram aulas normais.

Finalmente, há um problema de respeito e democracia. Nenhum dos “manifestantes” têm o direito de invadir a sala de aula para criticar e "bater boca" com professores (como, infelizmente aconteceu) e acadêmicos que querem aula. A adesão, ou não, é livre. Bom senso e respeito aos demais é importantíssimo quando se quer lutar por algo. As manifestações são legítimas e importantes. Assim como estudantes de outras universidades e DCEs espalhados pelo Brasil lutam por melhorias; na UFFS deve-se fazer o mesmo, mas é preciso ter o cuidado em planejar adequadamente a forma como essas manifestações são realizadas. 
 

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Paralisação, pareceres e pautas

Por Andrei Vanin (Filosofia)

Entre os dias 15, 18 e 19 do mês de junho, alguns estudantes da UFFS, com o apoio do diretório Central dos Estudantes (DCE), mobilizaram-se para reivindicar alguns pontos. No blog do DCE, <http://dceuffserechim.blogspot.com.br/ >, eles afirmam estar “protestando com relação a falta de qualidade de ensino e também repudiaram com relação ao anúncio do curso de Medicina na UFFS Campus de Passo Fundo." Segundo os alunos, não houve diálogo com o Conselho Universitário (CONSUNI) para instalação do novo campus em Passo Fundo. Um dos representantes do DCE afirma: “O processo não foi feito de forma democrática. Não somos contra a criação do curso, mas da falta de discussão”.

Em uma carta enviada aos e-mails de turma, eles apontam “[...] que os alunos estão sim preocupados com sua formação, com qualidade assegurada por uma boa estrutura e acompanhamento adequado, indicam o crescimento de cada um como cidadão.” A partir da discussão, em uma assembleia geral, discutiu-se essas temas e decidiu-se pela paralisação.